CRIANDO UM CHATBOT EDUCATIVO: INOVAÇÃO, INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ENSINO STEAM

 


O PBL 8, sobre Softwares para o ensino STEAM iniciou solicitando a realização da leitura de artigos relacionados ao tema e posteriormente, solicitou a resolução das questões que seguem abaixo para aprofundamento da discussão.

1- Como a abordagem STEAM pode ser integrada aos cursos de Engenharia, Computação e Tecnologias por meio de softwares específicos?

A abordagem STEAM pode ser integrada aos cursos de Engenharia, Computação e Tecnologias por meio de softwares que promovam aprendizagem ativa, resolução de problemas reais e integração interdisciplinar. Segundo Rodrigues-Silva e Alsina (2023), o STEAM não representa apenas a soma de disciplinas, mas uma proposta educativa baseada na articulação entre Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática para desenvolvimento de competências criativas e críticas.

Nesse contexto, ferramentas como Scratch, Python, Arduino IDE, Blender, GeoGebra, Tinkercad e simuladores virtuais permitem que os estudantes desenvolvam projetos colaborativos e investigativos. Essas ferramentas favorecem experimentação, prototipagem, programação e modelagem digital, aproximando teoria e prática.

Leavy et al. (2023) destacam que tecnologias emergentes como robótica, impressão 3D, realidade virtual e inteligência artificial ampliam o potencial do STEAM ao favorecer experiências imersivas e criativas. Já Papert (1980) afirma que os estudantes aprendem melhor quando constroem projetos significativos utilizando tecnologias digitais.

Além disso, softwares de design e modelagem 3D ajudam a integrar criatividade e inovação aos cursos tecnológicos, tornando o processo educativo mais dinâmico, interdisciplinar e conectado aos desafios contemporâneos.

2- Quais características dos softwares e ambientes interativos podem tornar as áreas STEAM mais acessíveis e atrativas para estudantes mulheres?

Softwares e ambientes interativos podem contribuir para maior inclusão feminina nas áreas STEAM quando promovem colaboração, criatividade, acessibilidade e participação ativa. Historicamente, muitas áreas tecnológicas foram marcadas por ambientes competitivos e pouco acolhedores, o que impactou negativamente a permanência de mulheres nesses espaços.

Segundo Perignat e Katz-Buonincontro (2019), o diferencial do STEAM está na integração entre áreas técnicas e criativas, favorecendo abordagens mais humanas e inclusivas. Assim, ferramentas digitais que valorizam criação, design, resolução colaborativa de problemas e expressão criativa tendem a ampliar o sentimento de pertencimento das estudantes.

Koç e Kanadli (2025) demonstram que ambientes interativos favorecem motivação, engajamento e melhores resultados de aprendizagem. Interfaces intuitivas, recursos acessíveis e propostas contextualizadas também reduzem barreiras de entrada para estudantes iniciantes.

Além disso, Kostaki e Linardakis (2025) ressaltam que a mediação pedagógica dos docentes é fundamental para construção de ambientes digitais acolhedores e inclusivos. Portanto, não basta utilizar tecnologias; é necessário desenvolver práticas pedagógicas comprometidas com diversidade, representatividade e equidade de gênero.

3- Quais critérios pedagógicos, técnicos, econômicos e de formação docente devem orientar a escolha e implementação de softwares STEAM na UEI?

A escolha de softwares STEAM deve considerar aspectos pedagógicos, técnicos, econômicos e formativos. Do ponto de vista pedagógico, as ferramentas precisam favorecer interdisciplinaridade, criatividade, aprendizagem baseada em projetos e resolução de problemas reais.

Rodrigues-Silva e Alsina (2023) afirmam que o STEAM exige integração curricular e metodologias ativas capazes de superar modelos fragmentados de ensino. Dessa forma, os softwares devem estimular participação ativa, colaboração e autoria estudantil. Nos critérios técnicos, é importante avaliar: a facilidade de uso; a acessibilidade; a compatibilidade com dispositivos; a necessidade de infraestrutura; a segurança digital.

Leavy et al. (2023) destacam que tecnologias emergentes possuem maior impacto educacional quando integradas de maneira significativa às práticas pedagógicas.

Em relação aos aspectos econômicos, a UEI pode combinar softwares livres e comerciais. Ferramentas livres ampliam democratização do acesso e reduzem custos institucionais, enquanto softwares comerciais podem oferecer suporte técnico e recursos avançados.

Além disso, a formação docente é essencial. Kostaki e Linardakis (2025) demonstram que professores submetidos a formações STEAM passam a utilizar objetos digitais de aprendizagem com maior segurança e intenção pedagógica. Assim, a universidade deve investir em formação continuada, oficinas práticas e suporte institucional.

Papert (1980) reforça que as tecnologias educacionais devem ser utilizadas como instrumentos de criação e construção do conhecimento, e não apenas como ferramentas técnicas.

Ao resolver as questões, após a leitura dos textos, foi solicitada ainda a criação de um chatbot educativo para ajudar à comunidade da UEI a compreender como escolher, avaliar e integrar softwares para o ensino STEAM nos cursos de Engenharia, Computação e Tecnologias.

A outra orientação foi que a construção do chatbot deveria partir dos conceitos encontrados nas leituras da semana de modo que as respostas não sejam genéricas, mas fundamentadas nos textos estudados. Além disso, o chatbot deve ser capaz de responder às três questões de aprofundamento do PBL, visando a orientação dos professores da UEI.

Dessa forma, foi criado um chatbot com a ferramenta Poe, cujo link de acesso é https://poe.com/invite/c7ef832c39344664b53291f58c5c579c


Como o chatbot contribui para solucionar o problema da UEI?

O STEAM Connect UEI contribui para enfrentar os desafios da universidade ao funcionar como um recurso de apoio pedagógico e tecnológico voltado à inovação curricular e à inclusão.

O chatbot ajuda os professores a compreenderem: como selecionar softwares educacionais adequados; quais ferramentas favorecem aprendizagem ativa; como integrar tecnologias ao currículo; de que forma promover ambientes mais inclusivos e colaborativos; como utilizar o STEAM para reduzir práticas fragmentadas e tradicionais.

Além disso, o chatbot contribui para fortalecer discussões sobre equidade de gênero ao apresentar estratégias que tornam as áreas tecnológicas mais acolhedoras para estudantes mulheres, valorizando criatividade, colaboração e representatividade. Outro aspecto importante é que favorece a democratização do acesso às informações pedagógicas e tecnológicas, funcionando como um espaço de orientação contínua para docentes que ainda possuem dificuldades na integração de softwares ao ensino.

Dessa forma, o chatbot não atua apenas como uma ferramenta tecnológica, mas como um instrumento de mediação pedagógica capaz de apoiar a transformação curricular proposta pela UEI, incentivando práticas mais inovadoras, interdisciplinares e humanizadas.


Referências

GE, Xun; IFENTHALER, Dirk; SPECTOR, J. Michael (Ed.). Emerging technologies for STEAM education: Full STEAM ahead. Cham: Springer, 2015.

KOÇ, Adem; KANADLI, Sedat. Effect of interactive learning environments on learning outcomes in science education: A network meta-analysis. Journal of Science Education and Technology, v. 34, n. 4, p. 681-703, 2025.

KOSTAKI, Stela-Marina; LINARDAKIS, Michalis. From doubt to adoption: impact of a STEAM-based intervention on teachers’ perceptions and use of digital learning objects. Journal of Computers in Education, p. 1-36, 2025.

LEAVY, Aisling et al. The prevalence and use of emerging technologies in STEAM education: A systematic review of the literature. Journal of Computer Assisted Learning, v. 39, n. 4, p. 1061-1082, 2023.

PAPERT, Seymour. Mindstorms: children, computers, and powerful ideas. New York: Basic Books, 1980.

PERIGNAT, Elaine; KATZ-BUONINCONTRO, Jen. STEAM in practice and research: An integrative literature review. Thinking Skills and Creativity, v. 31, p. 31-43, 2019.

RODRIGUES-SILVA, Jefferson; ALSINA, Ángel. Conceptualising and framing STEAM education: what is (and what is not) this educational approach?. Texto Livre, v. 16, p. e44946, 2023.


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