EDUCAÇÃO DIGITAL EM PERSPECTIVA: MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA, MOBILIDADE E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Os dispositivos digitais já não “entram” na educação, eles fazem parte dela. Ignorar isso é insistir em uma escola desconectada da vida real. Smartphones, tablets e notebooks não são apenas ferramentas: são extensões da forma como pensamos, interagimos e aprendemos no século XXI. A questão, portanto, não é se devemos utilizá-los, mas como fazemos isso de forma pedagógica, crítica e significativa. Santos e Porto (2019), ao discutirem a App-Education, provocam uma mudança de chave importante: os dispositivos digitais não devem ser tratados como acessórios didáticos, mas como espaços vivos de aprendizagem. É nesse ambiente que os estudantes produzem, compartilham e constroem conhecimento. Quando o professor compreende isso, a aula deixa de ser centrada na transmissão e passa a ser um território de criação e autoria. Essa lógica se intensifica com o m-learning, abordado por Sonego e Behar (2019), que rompe definitivamente com a ideia de que aprender acontece apenas dentro da sala de ...