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Mostrando postagens de 2026

TECNOLOGIA: ENTRE HISTÓRIA, COGNIÇÃO E MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA

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  A tecnologia, na compreensão de Vieira Pinto (2005), está inserida no campo da historicidade, da ideologia e, sobretudo, do trabalho humano, evidenciando seu caráter profundamente social e político. Para o autor, não existe neutralidade tecnológica, sendo compreendida como uma síntese das relações sociais que a engendram. Essa compreensão leva diretamente ao entendimento sobre a relação entre tecnologia, consciência e ideologia, onde o autor destaca que a tecnologia participa ativamente da formação da consciência humana. Quando apropriada de maneira acrítica, naturaliza desigualdades e oculta os processos históricos que a constituíram. Por outro lado, a consciência crítica emerge justamente da capacidade de problematizar a tecnologia, interrogando suas origens, seus usos e seus efeitos sociais. (VIEIRA PINTO, 2005) Além disso, Vieira Pinto (2005) recoloca o trabalho como categoria central para a compreensão da tecnologia. É por meio do trabalho que o ser humano transforma a...

EDUCAÇÃO DIGITAL EM PERSPECTIVA: MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA, MOBILIDADE E CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

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  Os dispositivos digitais já não “entram” na educação, eles fazem parte dela. Ignorar isso é insistir em uma escola desconectada da vida real. Smartphones, tablets e notebooks não são apenas ferramentas: são extensões da forma como pensamos, interagimos e aprendemos no século XXI. A questão, portanto, não é se devemos utilizá-los, mas como fazemos isso de forma pedagógica, crítica e significativa. Santos e Porto (2019), ao discutirem a App-Education, provocam uma mudança de chave importante: os dispositivos digitais não devem ser tratados como acessórios didáticos, mas como espaços vivos de aprendizagem. É nesse ambiente que os estudantes produzem, compartilham e constroem conhecimento. Quando o professor compreende isso, a aula deixa de ser centrada na transmissão e passa a ser um território de criação e autoria. Essa lógica se intensifica com o m-learning, abordado por Sonego e Behar (2019), que rompe definitivamente com a ideia de que aprender acontece apenas dentro da sala de ...

DISPOSITIVOS DIGITAIS NO ENSINO-APRENDIZAGEM

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  Os dispositivos digitais nos convidam, ou melhor, nos obrigam, a sair da zona de conforto. Eles desestabilizam práticas tradicionais, tensionam certezas e abrem possibilidades. Cabe a nós decidir: vamos usá-los apenas para fazer “mais do mesmo” com uma nova aparência ou para, de fato, transformar a experiência de ensinar e aprender? A resposta a essa pergunta define não apenas o uso da tecnologia, mas o futuro da própria educação. Onde assistir: https://youtu.be/4PKAV0FcJrw?si=_3THFJX8902SngXH Processo de Planejamento e Produção do Vídeo: O processo de planejamento e produção do vídeo foi marcado por uma preocupação central: transformar conteúdo teórico em uma comunicação clara, envolvente e acessível . Inicialmente, o planejamento partiu da organização das ideias com base nas referências teóricas, buscando não apenas responder às perguntas, mas construir uma narrativa coerente e fluida . Nesse momento, foi essencial adaptar a linguagem acadêmica para um formato mais dire...

METADE DO CAMINHO: ENTRE DESLOCAMENTOS, INQUIETAÇÕES E COMPROMISSOS

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  Chegar ao meio da disciplina de Tecnologias Digitais no Ensino não me coloca em um ponto de chegada, mas em um território de deslocamento. Ao revisitar as atividades já postadas em meu e-portfólio, percebo que o mais significativo não foi o acúmulo de conteúdos, mas as fissuras que se abriram no meu modo de pensar a docência, a aprendizagem e o papel das tecnologias. Se, no início, minha relação com as tecnologias digitais ainda carregava traços de um uso mais instrumental, como suporte, mediação técnica ou organização de conteúdos, hoje reconheço um movimento de transição para uma compreensão mais complexa e crítica. Nesse percurso, a dinâmica do PBL tem sido um dos maiores desafios e, ao mesmo tempo, uma potente provocação. Assumir uma postura ativa, argumentar com base em evidências e sustentar posicionamentos teóricos exige um rigor que vai além da leitura: exige implicação. Reconheço que nem sempre chego completamente preparada como gostaria, mas também identifico avanço...

LINHA DO TEMPO ARGUMENTATIVA COM VEREDITO FINAL

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Linha do Tempo Argumentativa Veredito Final — um posicionamento necessário   Se a linha do tempo nos ensina algo, é que o problema nunca foi a falta de tecnologia. Foi, e continua sendo, a falta de mudança real na cultura pedagógica. Minha posição é clara: enquanto a educação tratar as tecnologias digitais como solução, e não como parte de um problema mais amplo, continuaremos repetindo o mesmo ciclo de frustrações. O que precisa mudar, antes de tudo, é a forma como entendemos o papel do professor. Não faz mais sentido uma formação docente centrada no domínio técnico de ferramentas que rapidamente se tornam obsoletas. O que se exige é uma formação que desenvolva capacidade de leitura crítica, intencionalidade pedagógica e autonomia para tomar decisões didáticas em contextos digitais complexos. Como defendem Coll, Mauri e Onrubia (2010), o potencial das tecnologias não está nelas mesmas, mas nas práticas que as mobilizam, e isso desloca completamente o foco da ferramenta para ...

TECNOLOGIAS DIGITAIS NO ENSINO: POSSIBILIDADES E LIMITES EM UMA PERSPECTIVA CRÍTICA E CONTEMPORÂNEA

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  Com base nos textos indicados no problema 5, buscou-se responder às seguintes perguntas: 1.     1- Ao longo das últimas décadas, quais possibilidades as tecnologias digitais abriram para o ensino e o que as políticas públicas brasileiras esperavam alcançar com sua introdução nas instituições de ensino superior? Ao longo das últimas décadas, as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) abriram um conjunto significativo de possibilidades para o ensino, especialmente ao ampliarem as formas de interação, acesso e construção do conhecimento. Conforme discutem Coll, Mauri e Onrubia (2010), quando integradas de forma intencional ao projeto pedagógico, essas tecnologias podem favorecer processos interativos, colaborativos e construtivos de aprendizagem, rompendo com a centralidade da transmissão de conteúdos. Além disso, como evidenciam Valente e Almeida (2022), sobretudo no contexto da pandemia, as TDIC possibilitaram a flexibilização dos tempos e espaços educati...

DIAGRAMA DE ISHIKAWA: REPENSANDO A INTEGRAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO EM REDE

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  🎯 Problema Central: Implementação Instrumental das Tecnologias Digitais   ► 1ª Espinha Superior: Docentes Causa principal: Formação Insuficiente Subcausas: Ausência de formação baseada no modelo TPACK (integração entre tecnologia, pedagogia e conteúdo) – Matthew e colaboradores Predominância de práticas pedagógicas transmissivas – Valente Dificuldade em promover mediação interativa – Laurillard Uso técnico das ferramentas sem intencionalidade pedagógica Perspectiva teórica associada: 👉 Falta de articulação entre saberes docentes (TPACK) 👉 Permanência de epistemologia tradicional (instrucionista)   ► 1ª Espinha Inferior: Estudantes Causa principal: Postura Passiva na Aprendizagem Subcausas: Baixa autonomia para aprendizagem em rede – Siemens Consumo de conteúdos em vez de produção Pouca participação em interações colaborativas Dificuldade em estabelecer conexões significativas Perspectiva teórica asso...